"Se com minha mão pecadora eu tocar e profanar sua
mão sagrada, aceito a penitência: então meus lábios, dois humildes peregrinos,
hão de apagar com um terno beijo o pecado de minha mão.
Não calunie a sua mão, romeiro: ela demonstra
respeito e devoção, eu vejo... As santas também têm mãos, que os peregrinos
podem tocar. Unindo as palmas é que as mãos se beijam.
As santas não têm boca?
Sim, romeiro, mas só para orações.
Se é assim minha cara santa, deixa os lábios
fazerem o que fazem as mãos! Eles rogam: conceda-lhes esta graça, para a sua
devoção não fraquejar.
Santas não se movem, embora concedam suas
graças aos devotos.
Pois então não se mexa e atenda ao meu pedido. Seus lábios absolveram os meus do pecado.
Mas agora o pecado passou dos seus lábios aos
meus.
Dos meus lábios aos seus? Para doce pecado,
amável penitência: devolva-o aos meus."
William Shakespeare
Começa então a mais doce e amarga história de amor, que termina com sangue do perdão.
Vai gente, fica gente.... e a todo momento não me deixo esquecer.
Que meus pecados, eternamente serão seus.
